Segundo a perspectiva de Nilson José Machado, professor titular e diretor do departamento de metodologia do ensino e educação comparada da Faculdade de Educação da USP, projeto é “lancer-se para o futuro, com orientação”. Ao meu ver, em um conceito menos abstrato, projeto é a forma que temos de preparar ações futuras, tornando-as próximas as nossas necessidades, adiantando-nos aos possíveis contratempos que possamos enfrentar. No âmbito da pedagogia, o projeto pedagógico é o guia dos planos de ações para trabalhar com a turma.
A
ação de projetar se pauta nas linhas das possibilidades, o que pode
ou não acontecer. Para podermos visualizar essas linhas, faz-se
necessário ter conhecimento sobre como seria o “aluno
médio” da
turma com que se vai trabalhar ou ter alguma intimidade com o seu
público. Tal posicionamento é defendido como necessário pelo
próprio Machado , o qual utiliza a vida acadêmica na Faculdade de
Educação da USP para exemplificar a importância do contato íntimo
entre educador e aluno: “aqui
na universidade, recebemos pessoas para orientação de mestrado e
doutorado. Nós acompanhamos o surgimento da dúvida. Para isso, tem
que haver um orientador. Se é assim em nível de pós graduação,
imagine na graduação – a orientação tem que ser mais presente
ainda. No ensino médio, mais ainda. No fundamental, então, é onde
o contato professor e criança precisaria ser mais estreito”.
Tal
planejamento deve permitir a alterações, ser flexível, além de
respeitar certas “regras” como não possuir metas triviais nem
impossíveis. “Metas
assim não mobilizam. Num projeto deve sempre existir o risco, mas
não a impossibilidade. A existência de um projeto está ligada à
dúvida, ao estudo e a uma meta em aberto. Nos trabalhos
desenvolvidos nas escolas muitos não tem características de
projeto. O professor não pode definir sozinho, sem a participação
e interesse dos alunos, qual será o tema de um projeto. Um indivíduo
não pode ter um projeto ou uma meta pelo outro” (MACHADO).
Há
de se ressaltar que o planejamento não pode estar preso também a
uma forma sofisticada, com todos requintes filosóficos possíveis e
imagináveis ou respaldado apenas em pedagogos renomados. Não se
está excluindo o conhecimento científico, mas sim valorizando o
conhecimento empírico do profissional, além de abrir espaço para
novas perspectivas e ideias. Não se pode simplesmente excluir as
antigas construções para se incluir novas, mas usar das antigas
para aperfeiçoá-las e criar algo novo. As mudanças radicais nem
sempre são bem-vindas ou acabam sendo verdadeiramente úteis.
A
exemplo do que está sendo exposto nesse singelo apontamento sobre
projeto, coloco o projeto a ser implementado nas turmas de 4º ano
da EC 116 de Santa Maria. O objetivo dele é o de facilitar a
compreensão e interpretação de problemas matemáticos para essas
turmas através do uso de jogos eletrônicos voltados para o tema.
O
uso desse método se pauta no conceito de inclusão digital e o de
demonstrar aos alunos que os recursos de informática não são
somente voltados para o enterimento e diversão, mas como uma
ferramenta de trabalho e fonte de conhecimento.
Fonte:
http://www.fm.usp.br/tutores/bom/bompt54.php
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