terça-feira, 2 de julho de 2013

Projeto e Educação


Segundo a perspectiva de Nilson José Machado, professor titular e diretor do departamento de metodologia do ensino e educação comparada da Faculdade de Educação da USP, projeto é “lancer-se para o futuro, com orientação”. Ao meu ver, em um conceito menos abstrato, projeto é a forma que temos de preparar ações futuras, tornando-as próximas as nossas necessidades, adiantando-nos aos possíveis contratempos que possamos enfrentar. No âmbito da pedagogia, o projeto pedagógico é o guia dos planos de ações para trabalhar com a turma.
A ação de projetar se pauta nas linhas das possibilidades, o que pode ou não acontecer. Para podermos visualizar essas linhas, faz-se necessário ter conhecimento sobre como seria o “aluno médio” da turma com que se vai trabalhar ou ter alguma intimidade com o seu público. Tal posicionamento é defendido como necessário pelo próprio Machado , o qual utiliza a vida acadêmica na Faculdade de Educação da USP para exemplificar a importância do contato íntimo entre educador e aluno: “aqui na universidade, recebemos pessoas para orientação de mestrado e doutorado. Nós acompanhamos o surgimento da dúvida. Para isso, tem que haver um orientador. Se é assim em nível de pós graduação, imagine na graduação – a orientação tem que ser mais presente ainda. No ensino médio, mais ainda. No fundamental, então, é onde o contato professor e criança precisaria ser mais estreito”.
Tal planejamento deve permitir a alterações, ser flexível, além de respeitar certas “regras” como não possuir metas triviais nem impossíveis. “Metas assim não mobilizam. Num projeto deve sempre existir o risco, mas não a impossibilidade. A existência de um projeto está ligada à dúvida, ao estudo e a uma meta em aberto. Nos trabalhos desenvolvidos nas escolas muitos não tem características de projeto. O professor não pode definir sozinho, sem a participação e interesse dos alunos, qual será o tema de um projeto. Um indivíduo não pode ter um projeto ou uma meta pelo outro” (MACHADO).
Há de se ressaltar que o planejamento não pode estar preso também a uma forma sofisticada, com todos requintes filosóficos possíveis e imagináveis ou respaldado apenas em pedagogos renomados. Não se está excluindo o conhecimento científico, mas sim valorizando o conhecimento empírico do profissional, além de abrir espaço para novas perspectivas e ideias. Não se pode simplesmente excluir as antigas construções para se incluir novas, mas usar das antigas para aperfeiçoá-las e criar algo novo. As mudanças radicais nem sempre são bem-vindas ou acabam sendo verdadeiramente úteis.
A exemplo do que está sendo exposto nesse singelo apontamento sobre projeto, coloco o projeto a ser implementado nas turmas de 4º ano da EC 116 de Santa Maria. O objetivo dele é o de facilitar a compreensão e interpretação de problemas matemáticos para essas turmas através do uso de jogos eletrônicos voltados para o tema.
O uso desse método se pauta no conceito de inclusão digital e o de demonstrar aos alunos que os recursos de informática não são somente voltados para o enterimento e diversão, mas como uma ferramenta de trabalho e fonte de conhecimento.

Fonte: http://www.fm.usp.br/tutores/bom/bompt54.php

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